Parece já haver um certo consenso neste momento de que o Brasil finalmente se firma como potência emergente e de que ele deverá conquistar uma importância crescente nos anos que estão por vir, tanto política quanto economicamente.
O mundo está com os olhos voltados para as oportunidades de investimento e de crescimento de negócios representado pelos países membros do bloco que passou a ser denominado como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
O Brasil tem ao seu favor o fato de possuir uma economia robusta cujos fundamentos tem se apresentado como sólidos ao longo de toda esta década. O Goldman Sachs prevê que o Brasil ultrapasse o PIB da Grã-Bretanha e da França lá pelos anos de 2.014 e São Paulo deverá ser a quinta cidade mais rica do mundo até 2.025, segundo a consultoria PwC.
Mas o quanto estes fatos são positivos ou negativos para o futuro das empresas brasileiras e quais são os riscos e oportunidades ocultos por trás destas tendências?
A verdade é que o Brasil possui uma estrutura empresarial privada com uma forte característica familiar, tanto do ponto de vista de gestão como do ponto de vista do controle acionário das empresas. Em muitos casos, este fato infelizmente pode ser sinônimo de um nível de profissionalismo abaixo do apresentado pelos grandes competidores internacionais.
Pelo grande número de empresas com capital fechado, o estilo de governança costuma estar abaixo do que exigem os grandes investidores internacionais em termos de transparência e “accountability”, entendendo este último fator como o sistema de prestação de contas aos sócios controladores ou a seus representados.
Pode-se prever um volume enorme de investimentos diretos no Brasil e com eles, surgirão grandes oportunidades para a expansão de negócios que já estiverem apresentando um grau maior de maturidade no seu estilo de governança.
É chegado o momento das empresas brasileiras começarem a pensar grande e considerarem as vantagens das associações de capital e empresariais com negócios internacionais como uma das melhores formas de alcançar um novo patamar de competitividade, dificultando o ingresso direto de operações estrangeiras que possam estar sendo atraídas pelo dinamismo de nosso crescimento econômico e pela dimensão de nosso mercado interno.
É momento de se pensar estrategicamente, de se planejar a inserção das empresas neste novo ambiente competitivo mais dinâmico e complexo e, mais do que nunca, é necessário que se invista na alta qualidade de gestão como principal força para o crescimento contínuo e sustentável dos negócios.
As empresas que souberam investir no aumento de sua competitividade durante o período mais grave da crise econômica, serão as primeiras candidatas a liderar o ranking das mais bem sucedidas nos anos que virão.
Se tivermos seriedade, bom senso e inteligência, será chegada a hora da empresa brasileira ocupar o espaço que merece na economia global. Mas apenas as mais competentes e eficazes chegarão lá.
